quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Audiência do filho acusado de planejar assalto que causou morte do pai, na PB, é realizada

As testemunhas, da defesa e da acusação, e os acusados do caso em que o filho do gerente de um posto de gasolina é suspeito de ter planejado o assalto que resultou na morte do pai, em maio deste ano, foram ouvidas durante as audiências de instrução, em João Pessoa. Os depoimentos foram prestados nesta terça (11) e quarta-feira (12), no Fórum Criminal do Tribunal de Justiça.
De acordo com informações da 1ª Vara Criminal, foi necessário estender a audiência porque no primeiro dia uma pessoa não foi ouvida. Cabe ao juiz responsável, Adilson Fabrício Gomes Filho, decidir qual será o desdobramento do caso, tendo em vista os depoimentos e as alegações de acusação e defesa, para pronunciar ou não os acusados para julgamento em júri popular.
Entenda o caso
O gerente do posto de combustível, Severino do Ramo Gomes Maciel, de 50 anos, foi morto no dia 26 de maio durante uma tentativa de assalto ao estabelecimento, no bairro Manaíra, em João Pessoa. De acordo com a Polícia Militar, ele reagiu à abordagem de dois assaltantes armados e um deles teria atingido a vítima com um tiro no peito. As câmeras do local registraram a ação.
Os dois suspeitos foram presos, um no mesmo dia e outro no dia 31 de maio. No entanto, durante a missa de 7º dia de Severino Maciel, Herick Ramon Diniz Gomes, filho da vítima, foi preso suspeito de planejar a ação dos assaltantes.
Conforme informado pela polícia à época, no dia da prisão Herick confessou que deu as coordenadas do assalto aos suspeitos, que sabia da presença do pai no posto de combustível na hora do crime e estava escondido próximo ao local.
O segundo suspeito preso de participar do assalto afirmou, em depoimento, que Herick foi o responsável por passar as coordenadas para que o assalto fosse realizado. O inquérito policial demonstra que Herick Ramon e os dois suspeitos de atirarem contra o gerente se comunicaram antes do crime acontecer.
Além disso, durante interrogatório na Central de Polícia Civil, o jovem de 25 anos declarou que o pai sempre foi de reagir a assalto e, de acordo com o delegado que estava responsável pelo caso, teria tentado apagar conversa em que perguntava ao pai quando ele estaria no posto. Segundo a Polícia Civil, ele planejou o crime pois estava devendo R$ 1 mil e estaria sendo pressionado para pagar o valor.
G1/PB