terça-feira, 13 de novembro de 2018

Polícia detalha como funcionava organização criminosa alvo de operação que deixou 11 suspeitos mortos em Alagoas


Um alagoano estava entre os chefes de uma organização criminosa que foi morta em uma troca de tiros com a polícia Civil na última quinta-feira (8). No total, 11 suspeitos morreram após assaltar o Banco do Bradesco em Água Belas, em Pernambuco. A polícia detalhou como funcionava a organização criminosa alvo da ação.
De acordo com a Polícia Civil, José Lutemberg, conhecido como Lutinho ou Doutor, comandava o grupo. Carlos Alberto, o Coquinho, alagoano, tinha mandado de prisão em aberto pela explosão ao Banco do Brasil de Igreja Nova. Ele atuava como explosivista há cerca de três anos. Outro alagoano, Adjane da Silva, o Jânio, que traçava a rota de fuga do grupo e o sergipano Adeildo Souza Timóteo, que cumpriu pena por assalto a banco. Ele atuava na organização criminosa há cerca de três anos.
O pernambucano André Luiz, que era explosivista, comandava Josivan dos Santos Souza, o Vanvan, que era responsável pelo fornecimento de explosivos, além de ser o responsável de ser o atirador das bases policiais; e Adriano Souza, o Junior Pretinho, que respondia a processo em Sergipe por roubo a banco e era o responsável pelo transporte das armas entre os estados.
O chefe do bando foi identificado como Manoel Bezerra, o Matuto. Ele era do Ceará e chefiava Cristiano Romulo, o Rominho; Evandro de Paula, o Saulo, do Rio Grande do Norte; e Bruno Emanuel, o Bruno de Angeliv, do Piauí. Os dois primeiros eram explosivistas. o terceiro era considerado um dos mais violentos do grupo, ele fazia a contenção e atirava contra as bases policiais nas cidades atacadas.
O delegado Fábio Costa, coordenador da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) informou nesta segunda que acredita que há outros integrantes da organização criminosa em outros crimes e aguarda informações policiais de outros estados.
Na última sexta-feira (9), a Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas nomeou uma comissão de delegados para investigar as circunstâncias da operação que terminou com 11 suspeitos mortos na última quinta (8) em Santana do Ipanema, no Sertão.
Em entrevista à TV Gazeta, o delegado Fábio Costa disse que a polícia foi recebida pelos suspeitos a tiros, e por isso, os agentes revidaram. Ele afirmou que os suspeitos estavam com grande quantidade de explosivos, fuzis, espingardas, pistola e o dinheiro roubado do banco.
G1/AL
DADOS DOS ACUSADOS: POLÍCIA CIVIL