quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Polícia Civil investiga mensagens sobre supostas ameaças a eleitores contrários a Bolsonaro no RN

Mensagens com ameaças se espalharam pelas redes sociais  — Foto: Reprodução
Em mais um trecho das mensagens, participante do suposto grupo diz ter ameaçado eleitores   — Foto: Reprodução
Por fim, um dos participantes ainda ressalta que o grupo só está recebendo ajuda de quem tiver arma  — Foto: Reprodução
A Polícia Civil e o Ministério Público Eleitoral do Rio Grande do Norte estão apurando a origem e a veracidade de mensagens de um suposto grupo de WhatsApp intitulado "Opressores RN 17", nas quais são relatadas ameaças alegadamente feitas a eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência da República.
No grupo, também são feitas promessas de estupro, morte e outros tipos de violência contra esses eleitores após o 2º turno, em 28 de outubro.
Em nota, a coordenação geral do PSL no Rio Grande do Norte disse que considera o grupo falso e que as mensagens devem ser descartadas para que não venham a confundir o eleitor com relação ao Programa do Governo Bolsonaro, “direcionado, acima de tudo, para os bons costumes de toda a sociedade brasileira”.
As postagens vêm se espalhando nas redes sociais desde o início da semana. O G1 teve acesso a algumas delas. Em uma das mensagens, datada do dia 8 de outubro – portanto um dia após a votação em primeiro turno – um dos participantes diz: “Tudo como planejado. Fiz uns comuna se mijarem ontem rsrs”. E outro responde: “Fui em umas cinco zonas no interior apontando minha Taurus na cara desses fdp e avisei se não votar 17 passo ferro kk”.
Nesta quarta (17), o Ministério Público Eleitoral divulgou que instaurou um procedimento para analisar as denúncias e disse que, a depender das investigações, o caso poderá ser tratado como crime eleitoral ou propaganda falsa.
Já a Delegacia Geral da Polícia Civil, informou que designou, em caráter especial, o delegado Anderson Tebalde, do Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC), para conduzir o caso.
Abaixo, leia a íntegra das notas divulgadas pelo Ministério Público Eleitoral e Polícia Civil do RN.
MPE
O Ministério Público Eleitoral instaurou um procedimento para analisar as denúncias quanto ao suposto grupo de whatsapp “Opressores RN 17”, no qual teriam sido feitas ameaças de morte, estupro e outros tipos de violência a eleitores contrários, através da possível organização de um grupo armado.
Após analisar os indícios de veracidade, ou não, do diálogo mantido na rede social, a Procuradoria Regional Eleitoral deverá decidir sobre a remessa do caso ao promotor eleitoral competente, se for o caso de apuração de possível crime do artigo 301 do Código Eleitoral (Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido, ainda que os fins visados não sejam conseguidos).
Por outro lado, na hipótese de se tratar de propaganda falsa (grupo fake), com intuito de promover publicidade negativa de candidato, o procedimento será encaminhado para algum dos procuradores auxiliares eleitorais.
Polícia Civil 
A Polícia Civil investiga a origem de mensagens trocadas por membros de um grupo no aplicativo What's App, em que eleitores planejam e fazem apologia a atos de violência contra eleitores do candidato adversário. Logo após tomar conhecimento do caso, a Delegacia Geral da Polícia Civil (DEGEPOL) designou, em caráter especial, o delegado Anderson Tebalde do Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) para conduzir o caso. A Polícia aguarda a conclusão das investigações para responsabilizar os culpados.
G1/RN