quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Ministério Público denuncia 19 por envolvimento na morte de PM em Caraúbas, RN

PROCURADOS
O Ministério Público Estadual denunciou 19 pessoas por envolvimento, direto ou indireto, no assassinato do cabo da Polícia Militar Ildônio José da Silva, de 43 anos, crime ocorrido no dia 16 de agosto na RN-117, entre as cidades de Caraúbas e Governador Dix-Sept Rosado, na região Oeste potiguar. O policial estava a caminho de uma faculdade em Mossoró quando foi identificado pelos bandidos, retirado do veículo, deitado no chão e executado com vários tiros. O último disparo, na cabeça, foi de espingarda calibre 12.
Latrocínio
Segundo a promotoria de Justiça da cidade de Caraúbas, parte dos suspeitos deve responder pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e organização criminosa. O processo foi remetido à Justiça no início da semana. Sete pessoas, que ainda são procuradas, então entre os denunciados.
As investigações concluíram que participaram diretamente do crime os suspeitos: Antônio Alcivan Fernandes Júnior (Juninho Mangueira), Aleilson Melquiades de Oliveira (Aleilson), Luis Felipe de Lima (Lipe), Wilhian Bezerra de Oliveira (Belo das Mirandas), Danilo da Silva Fernandes (Danilo), Kawan Bruno Ferreira de Lima (Cocada), Grécia Teodora Gurgel de Medeiros (Grécia ou Loira do Sindicato), Lucivan Dantas Rocha (Lucivan Rabicó), Valdi da Cachoeira, e um adolescente de 17 anos.
Recompensa
A Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região (Apram) está oferecendo uma recompensa no valor de R$ 11.400,00 para quem der informações que levem à prisão os assassinos do cabo. Os procurados são:
Vantuir Lima, 23 anos
Antônio Alcivan Fernandes Júnior ('Juninho Mangueira'), 18 anos
Wilhian Bezerra de Lima ('Belo das Mirandas'), 24 anos
Danilo Soares da Silva Fernandes,18 anos
Lucivan Dantas Rocha ('Rabicó'), 18 anos
Judson Rodrigues Vieira ('Juca Ladrão'), 24 anos

Valdi da Cachoeira
Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Pedro Paulo Falcão Júnior, titular da Comarca de Caraúbas.
As informações sobre os suspeitos podem ser repassadas através dos seguintes números:
• Disque Denúncia: 181 ou (84) 9.8132-6057
• Delegacia de Caraúbas: (84) 3337-2305
• Polícia Militar: 190 ou (84) 9.9680-5322
Até o momento, 12 pessoas já foram presas ou apreendidas por envolvimento direto no assalto e morte do PM, ou mesmo por favorecimento aos bandidos.
Por participação direta, são quatro: um adolescente, dois homens adultos e uma mulher. Os outros oito foram todos indiciados por terem, de alguma forma, colaborado com a quadrilha – seja tentando ajudar os bandidos a fugirem do cerco que a polícia montou na região ou dando guarida aos criminosos.
'Só dei um tiro no cachorro'
Os dois homens presos suspeitos de terem participado diretamente do assalto e da morte do cabo Ildônio foram pegos pela polícia no dia seguinte ao assassinato. Foi durante uma abordagem da PRF a um Gol preto na BR-110, em Campo Grande, cidade vizinha a Caraúbas. Os dois, inclusive, já tinham mandados de prisão em aberto por assaltos e outros homicídios na região. No celular de um deles, o Aleilson Melquíades de Oliveira, de 18 anos, a polícia encontrou mensagens que ele trocou com a irmã, nas quais ele admite ter atirado no PM: "Só dei um tiro no cachorro".
Já a mulher, é uma estudante de Direito que foi presa no dia 19 na cidade de Caraúbas. Segundo o delegado, a universitária foi a única que não foi roubada pelos criminosos que assaltaram os passageiros do ônibus. Além disso, teria sido ela a pessoa que avisou os bandidos que havia um policial militar armado no veículo. "Ela, inclusive, é namorada de um dos criminosos que ainda está sendo procurado", acrescentou o delegado Sandro Régis.
A execução
Ildônio José da Silva, de 43 anos, foi morto no final da tarde do dia 16 de agosto às margens da RN-117, entre as cidades de Caraúbas e Governador Dix-Sept Rosado, na região Oeste potiguar.
O policial estava em um ônibus escolar a caminho de uma faculdade em Mossoró, onde estudava Administração. Ele foi identificado pelos bandidos, retirado do veículo, deitado no chão e executado com vários tiros. O último disparo, na cabeça, foi de espingarda calibre 12. A arma do PM, uma pistola, foi levada pelos bandidos.
Ildônio morava em Caraúbas e trabalhava na 3ª Companhia do 12º BPM.
G1/RN



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