quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Policiais militares aceitam proposta do Governo para encerrar greve no RN

G1/RN
Os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte aceitaram a proposta do Governo do Estado para encerrar a greve, iniciada no dia 19 de dezembro. A formalização do fim da greve deve acontecer após assembleia da categoria prevista para a manhã desta quarta-feira (10).
"Os policiais já definiram para não manter o movimento e em contrapartida o governo se comprometeu a dar condições de trabalho. A categoria já decidiu à unanimidade o retorno nas atividades e estamos apenas colocando no papel", afirma Roberto Campos, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM.
Mais cedo, os policiais civis já haviam anunciado que retomariam o trabalho. Delegados, agentes e escrivães estavam em greve desde o dia 20 de dezembro.
Representantes do Poder Executivo se reuniram com os representantes das associações de policiais e bombeiros militares nesta quarta-feira (9), para tentar chegar a um acordo.
O Executivo redigiu um Termo de Ajustamento de Gestão com as propostas para os servidores, com o objetivo de acertar com eles as medidas que serão adotadas para que os policiais e bombeiros retornem ao trabalho.
Os policiais militares querem a garantia do Governo do Estado de não abrir nenhum processo administrativo ou motivar qualquer sanção à categoria; o pagamento integral do salário de dezembro aos ativos, reservistas e pensionistas no dia 12 de janeiro; a disponibilização de verbas federais para investimento em infraestrutura; o aumento do vale alimentação de R$ 10 para R$ 20, bem como o reajuste da diária operacional, que era R$ 50, para R$ 107,15. Além disso, o Governo se comprometeu com a chegada de 50 novas viaturas para os batalhões da Polícia Militar.
Segurança com segurança
Os policiais reivindicavam o pagamento dos salários e melhores condições de trabalho. Dentre as dificuldades apontadas pelos PMs, estão a precariedade das viaturas, falta de munições e coletes à prova de balas vencidos. No dia 4 de janeiro, os policiais militares entregaram um documento com 18 reivindicações ao comando da Polícia Militar e ao governo do estado.





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