sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Monitor da Violência: polícia conclui inquérito de 4 das 64 mortes ocorridas em uma semana no RN

Foto de ototaxista foi morto após deixar festa em Mossoró em 27 de agosto de 2017 (Foto: Marcelino Neto/ O Câmera)
G1/RN
Das 64 mortes violentas registradas no Rio Grande do Norte no período de 21 a 27 de agosto deste ano (foram 57 casos de homicídios, um latrocínio e seis casos de suicídio), apenas 4 foram solucionadas - o que representa 6,2% dos casos. E, em apenas 5 dos 64 casos, foram registradas prisões até o momento. Os demais inquéritos estão em andamento (54) ou não foram instaurados (6).
O G1 registrou, no período de 21 a 27 de agosto, todas as mortes violentas ocorridas no Brasil, incluindo casos de homicídio, latrocínio, feminicídio, morte por intervenção policial e suicídio. Agora, o portal acompanha todos esses casos. O trabalho é resultado de uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com uma série de iniciativas que envolvem reportagem e análise de dados, o projeto se chama Monitor da Violência.
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Entre os casos resolvidos no RN, dois deles são de pessoas mortas em confronto com a polícia. Os outros dois são de homicídios ocorridos em Parelhas e Pureza, no interior do estado. Neste último, a vítima foi Marcela da Silva. Ela foi morta a tiros e teve o corpo queimado pelos criminosos. A polícia apontou Carlos Alberto de Lima Júnior, que tinha mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e Joseph Marcel Bezerra Meira como os autores do assassinato.
Em Parelhas, Josimar Gabriel da Silva, de 42 anos, foi atingido por pelo menos cinco disparos em um bar. A polícia apreendeu um adolescente de 17 anos apontado pelas investigações como o autor do homicídio. Atualmente ele cumpre medida de internação em Natal.
Dentre as mortes registradas em confrontos com a polícia, uma delas aconteceu em Extremoz, na região metropolitana. Gilson Coelho de Medeiros Filho trocou tiros com os policiais e morreu a caminho do hospital. Ele era suspeito de praticar, pelo menos, 15 assassinatos.

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