sábado, 7 de outubro de 2017

Acusados de matar agente penitenciário federal em Mossoró vão a julgamento em dezembro

Veículo do agente foi encontrado completamente queimado (Foto: Marcelino Neto)
G1/RN
A 8ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, em Mossoró, marcou para o dia 14 de dezembro o tribunal do júri para os acusados de assassinar o agente penitenciário federal Lucas Barbosa Costa, morto no dia 17 de dezembro de 2012.
O juiz Orlan Donato Rocha, que irá presidir o julgamento, marcou o júri para as 8h. São réus Expedito Luís de Carvalho (Luizinho), Emerson Ricardo Cândido de Moraes (Magão), Luciedson Soares de Silva (Pirrola), e Antonio Vieira Ribeiro Júnior (Juninho Queimado).
Segundo a Justiça Federal, houve uma audiência de cooperação nesta semana para definir o calendário do processo. Até o dia 27 de outubro, será definia a lista geral de jurados. A audiência do sorteio dos jurados acontecerá no dia 21 de novembro.
O caso
As investigações apontaram que no dia do assassinato, por volta das 19h, o grupo estava realizando assaltos a casas no bairro do Alto de São Manoel, quando abordaram e dominaram a vítima no momento em que Lucas Barbosa se aproximava de sua casa. Ao identificar o agente penitenciário, os homens decidiram matá-lo.
Parte da quadrilha entrou no carro da vítima e seguiu em direção à estrada da Raiz, enquanto o restante acompanhava o trajeto em outro veículo. Ao chegar ao destino, eles vestiram o uniforme de agente penitenciário na vítima e amarraram Lucas Barbosa. Os denunciados atiraram pelo menos 14 vezes com pelo menos três armas de calibres .38 e .40.
De acordo com o inquérito policial, os quatro integram uma quadrilha ainda maior e respondem por diversos crimes, sendo “bandidos conhecidos na cidade de Mossoró”. Logo após assassinarem o agente penitenciário, eles esconderam o cadáver no matagal e colocaram fogo no veículo da vítima.
“Nesse cenário, avulta que a intenção dos réus, após descobrirem que a vítima era um Agente Penitenciário Federal, foi a de por fim à vida de Lucas Barbosa Costa, uma vez que este não fez um único disparo sequer e nem reagiu à suposta tentativa de assalto, enquanto os réus efetuaram mais de 14 tiros, todos eles certeiros e a maioria em regiões vitais, como tórax e cabeça”, descreve a denúncia do MPF contra eles.





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