quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Suspeito de mandar matar vigilante do IFRN em Apodi é preso; 'Foi pra ficar com a vaga dele', diz delegado

Edilson Pereira da Silva foi preso em casa, em Apodi (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
G1/RN
Policiais civis e militares prenderam na manhã desta quinta-feira (21), em cumprimento a uma ordem judicial, um homem suspeito de ser o mandante do assassinato do vigilante do IFRN da cidade de Apodi, Francisco Cabral Neto, de 52 anos. O crime aconteceu no dia 11 de abril deste ano.
Segundo o delegado Renato Oliveira, o suspeito chama-se José Edilson Pereira da Silva, 32 anos, que também é vigilante. "Ele confessou o crime. Disse que mandou matar para se vingar de uma humilhação que teria sofrido após uma briga. Porém, eu acredito que o motivo foi outro. Ele fez isso para ficar com a vaga do colega. E acabou ficando”, afirmou o delegado.
Cabral Neto trabalhava como vigilante do IFRN  (Foto: Arquivo Pessoal)
"O José Edilson é quem sempre tirava as férias e folgas para o colega. Com a morte do Cabral Neto, advinha quem ficou no lugar dele? Claro que foi o José Edilson", acrescentou.
O executor foi um adolescente de 17 anos, que também confessou o crime. O rapaz foi apreendido no dia seguinte ao assassinato. “Inclusive, ele recebeu adiantado R$ 300 para fazer o serviço, e ainda deveria receber mais R$ 1.200”, revelou Renato Oliveira.
Filhos de PMs
Ainda de acordo com Renato Oliveira, tanto o executor quanto o mandante são filhos de policiais militares. "O adolescente é filho de um cabo da PM. Já o vigilante, filho de um cabo aposentado", destacou.
Outra pessoa que também está presa, ainda de acordo com o delegado, é um jovem de 18 anos que intermediou o homicídio. “Esse jovem foi preso na semana passada. Ele também recebeu R$ 300. Foi justamente para conseguir uma pessoa para executar o crime. No caso, foi ele quem fechou o negócio com o adolescente”, acrescentou o delegado.
Ainda de acordo com Renato Oliveira, José Edilson foi preso em casa. Além de admitir ter encomendado a morte do colega, também confessou que foi ele quem deu carona ao adolescente no momento do assassinato. “Foi ele quem pilotou a moto. E, depois do assassinato, deu fuga para o menor”, concluiu.
O crime
Cabral Neto, como era mais conhecido, foi morto a tiros no início da manhã do dia 11 de abril. Ele havia saído do trabalho e estava chegando em casa quando foi baleado. O corpo ficou na calçada.




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