quarta-feira, 20 de setembro de 2017

No RN, acusada de mandar matar médico vai a julgamento 15 anos depois

Shirley Araújo de Lima era companheira do psicanalista João Jorge Filho (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
João Jorge Filho de 67 anos, assassinado na cidade de Canguaretama em meio de 2002,  (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
G1/RN
Shirley Araújo de Lima, acusada de mandar matar o psicanalista João Jorge Filho de 67 anos, assassinado na cidade de Canguaretama em meio de 2002, vai a júri popular nesta quarta-feira (20). O julgamento será presidido pela juíza Eliana Alves Marinho, a partir das 8h, no Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal.
O crime
No dia 26 de maio de 2002, o caseiro Clodoaldo Ribeiro matou o médico com um tiro na cabeça. Naquela noite, o médico João Jorge Filho foi supostamente sequestrado de dentro de casa e assassinado. O corpo foi encontrado no canavial da comunidade de Vila Flor, no município de Canguaretama. As investigações apontaram que sua companheira teria sido a mandante do crime.
Ela teria seduzido o caseiro da residência e articulado a morte do médico. Segundo a Policia Civil, o caseiro Clodoaldo Ribeiro teria sequestrado e matado a vitima por R$ 10 mil, que seriam pagos em cheque. O acusado confessou o crime e disse que Shirlei foi a mandante. Segundo ele, a mulher queria ficar com a herança do companheiro.
Na versão de Shirley, ela foi a vítima. Teria sido sequestrada junto com o marido. Após a morte de João Jorge, Shirley teria sido encapuzada, jogada nua no porta malas do carro e ficado refém de Clodoaldo por dois dias. Com os braços presos, ela teria sido estuprada oito vezes e não teria visto o rosto do acusado. Na época, os filhos da vitima estranharam a versão de Shirley e começaram a investigar o caso.
Condenado
O caseiro Clodoaldo Ribeiro foi preso na semana do crime, mas só foi condenado em 2015. Réu confesso, ele pegou 20 anos de prisão por homicídio qualificado. Já Shirley Araújo, nunca foi presa. Ela responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e porte de drogas.





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