terça-feira, 15 de agosto de 2017

Potiguares acuados pelo crime fazem justiça com as próprias mãos

De acordo com o ex-delegado aposentado, Maurílio Pinto de Medeiros, o governador Robinson Faria se preocupa, de verdade, com a segurança pública, e vem, lutando, com os recursos que tem.
Se a polícia não chega na hora, o jeito é agir – matar para não morrer! Pelo menos é assim que pensa a maioria dos internautas, nas dezenas de comentários publicados nas redes sociais do portal Agora RN, diante da insegurança que assola a capital potiguar.
Ontem, em dois assaltos distintos, no Tirol e Morro Branco, houve reação imediata. No primeiro, o bandido foi baleado pela vítima e socorrido ao pronto-socorro; No outro, uma testemunha atropelou o suspeito, que morreu na avenida. Os justiceiros, claro, viraram heróis na web.
Embora tal defesa seja intrínseca ao instinto humano, fazer justiça com as próprias mãos é sempre uma medida de alto risco. Para o delegado aposentado, Maurílio Pinto de Medeiros, nem mesmo a polícia, treinada para agir nesse tipo de situação, está imune a um desfecho fatal. Tudo é muito imprevisível.
Segundo ele, o governo deveria reduzir o custo para a retirada do porte de arma, mas não revogar o estatuto do desarmamento. “Apesar da burocracia atual, não seria boa ideia anular o referendo. Por vezes, o criminoso só fica preso porque foi flagrado portando, ilegalmente, uma arma de fogo”, justificou.
Ainda de acordo com o ‘Xerife’, o governador Robinson Faria se preocupa de verdade com a segurança pública e vem lutando com os recursos que têm, diante da crise financeira. Ele acredita que as polícias civil e militar vêm desempenhando bem o papel a que são atribuídas. Contudo, o efetivo está aquém do ideal. “É preciso que haja concurso público para aumentar o quadro de policiais nas ruas. Mas, paralelo a isso, o governo também terá que investir em armamentos mais modernos, coletes e viaturas. As delegacias precisam de reparos e de melhor infraestrutura”.
Mas, como só prender não adianta, outra urgência governamental é a construção de novos presídios em Natal, Grande Natal e Interior. “Tudo isso é dinheiro, muito dinheiro. Infelizmente, não apostaram na educação e a criminalidade aumentou. Além disso, o governo sucumbiu o poder de organização das facções. Hoje, esses grupos estão disseminados em todo o país. Agora, o trabalho vem em triplo para garantir a segurança do cidadão”, observou Maurílio.



 

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