domingo, 12 de junho de 2016

Suspeitos de explosões a caixas eletrônicos são presos no aereporto e liberados em seguida


TRIBUNA DO NORTE
Dois suspeitos de participação em arrombamentos de caixas eletrônicos foram presos na noite de quinta-feira (9), no aeroporto internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. Os dois estavam no mesmo voo da delegada potiguar Danielle Filgueira, do 11º Distrito Policial, que observou atitude suspeita dos dois e informou o caso à Polícia Federal, que efetuou a prisão dos suspeitos em solo.
Voando de Brasília de volta para Natal, após participação em congresso que tratava exatamente sobre investigação de roubos a caixas eletrônicos, a delegada potiguar observou que os dois suspeitos, sentados em fila ao lado dela, estavam visualizado imagens de armas e dinheiro em seus telefones celulares e que um deles tinha uma marca de queimadura em uma das mãos, muito comum em quem utiliza maçaricos.
Com a suspeita, a delegada, antes do voo decolar em direção a Natal, informou sobre o caso em um grupo de WhatsApp onde estão policiais, que montaram o esquema para a prisão dos suspeitos. No voo, uma comissária de bordo também foi acionada e deu a informação ao piloto. Ao desembarcarem, os dois homens foram abordados e tiveram a bagagem revistada. Na mala foram encontrados apenas itens utilizados para arrombamentos. Um terceiro suspeito que também estava no voo foi detido pelos policiais.
Levados à delegacia, os suspeitos (que têm passagem por assaltos a caixas eletrônicos) foram ouvidos, porém, acabaram sendo liberados. Segundo reportagem do jornal Correio Braziliense, as fotos feitas pelos suspeitos ajudaram a identificar a participação deles em arrombamentos de caixas do Banco do Brasil em Pernambuco, Mato Grosso, Paraíba e Maranhão. “Havia imagens deles cortando caixas”, disse a delegada.
A reportagem tentou entrar em contato com a delegada Danielle Filgueira neste sábado, mas o celular estava desligado. O delegado titular da Deicor (Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado), Emerson Valente, também foi procurado. O agente de plantão da divisão informou que não tinha o contato do delegado, que só estaria à disposição na segunda-feira (13). A assessoria de comunicação da Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) também foi procurada, mas as ligações não foram atendidas.
Através de redes sociais, magistrados criticaram a soltura dos suspeitos. Segundo o juiz de execuções penais de Natal, Henrique Baltazar, houve falha por parte do delegado responsável pela investigação. “A delegada agiu corretamente; o DPC a quem foram encaminhados é que “pisou na bola", afirmou ele, em postagens com os promotores Raimundo Carlyle e José Augusto Peres Filho no microblog Twitter.
Os magistrados também criticaram o desfecho da abordagem aos suspeitos. Questionado por um seguidor no Twitter sobre um possível pedido de prisão preventiva, Peres Filho respondeu: “nem sequer a temporária, amigo. Os delegados especializados em roubo a banco no país estão perplexos”, afirmou, lembrando que há plantão 24 horas para promotores e juízes no Rio Grande do Norte.




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